O que o Canadá tem a contribuir com o mercado de carne premium no Brasil

O que o Canadá tem a contribuir com o mercado de carne premium no Brasil

 

Com a demanda crescente por carnes nobres no Brasil, muitos pecuaristas estão direcionando a inseminação artificial de seus rebanhos para maximizar o nascimento de animais que chegarão ao abate com maior rendimento e acabamento de carcaça, marmoreio e área de olho de lombo. Nos últimos três anos, entraram no País cerca de 10 milhões de doses de sêmen de raças taurinas de corte, que já contam com um grande número de touros positivos e com avaliação genômica para as características de maior impacto econômico e qualidade de carne.

O Canadá, país que também utiliza o aplicativo AGROMARRA, é o segundo país que mais envia sêmen para o Brasil, especialmente de Angus, e, por ser referência em produção da raça, tem sido o destino preferido das comitivas formadas por pecuaristas e técnicos brasileiros, que buscam na genética dos rebanhos canadenses um ponto de referência para melhorar seus processos de produção. O zootecnista Antonio Carlos Sciamarelli Júnior, que tem mais de 20 anos de experiência no mercado de corte, acaba de voltar de um tour técnico pelo Canadá, ocorrido entre os dias 2 e 6 de setembro, e acredita que aquele país tem muito a contribuir com o mercado de carne Premium no Brasil. “Percorremos, por cinco dias, centros de pesquisa, associações, central de inseminação, confinamentos e fazendas com mais de 50 anos de seleção e confinamentos de 15 mil a 35 mil cabeças, que trabalham focadas em qualidade de carcaça na raça Angus. Como o inverno é bem prolongado no Canadá, os pecuaristas locais têm poucos meses viáveis para produção, o que os leva a investir em genética de ponta como forma de encurtar o ciclo pecuário. Os confinamentos duram, em média, 200 dias e os animais seguem para o abate com idade entre 14 e 16 meses”, diz Sciamarelli Júnior.

Segundo ele, o programa de melhoramento canadense levou a uma grande evolução genética do Angus, que pode contribuir para maximizar os ganhos nos cruzamento industriais conduzidos no Brasil, melhorando a rentabilidade do negócio. Na hora de definir o tipo de touro que será usado para inseminar a vacada zebuína, o produtor deve levar em conta características como peso a desmama, qualidade e peso de carcaça, área de olho de lombo, marmoreio e docilidade. Este é justamente o interesse da Fazenda Nova Piratininga, localizada em Goiás, que, na próxima estação de monta, vai quase dobrar o número de doses de sêmen Angus utilizadas para inseminar a vacada Nelore. Considerada a propriedade brasileira com maior número de inseminações artificiais, a Nova Piratininga, que usou 27 mil doses de Angus na estação de monta 2017/2018, vai passar esse volume para 45 mil em 2018/2019. O gerente da propriedade, José Cláudio da Silva, acompanhou Sciamarelli Júnior no tour pelo Canadá em busca de novas opções de touros para o próximo ano.

Informações reproduzidas do portal http://edcentaurus.com.br/ag/noticias/13606

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